Temos 35 visitantes e 0 membros em linha

ptenfres

 

spread1

Pexels

Os últimos anos, as famílias que contrataram crédito habitação de taxa variável para comprar casa optavam, sobretudo, pela Euribor a 12 meses. Mas com a atual subida das taxas Euribor para todos os prazos, esta tendência está a mudar. Agora, as famílias voltam a estar olhos postos nas Euribor a 6 meses – que está a subir, mas a menor velocidade - e até nas taxas fixas, que dão maior estabilidade. Está é uma realidade sentida por várias instituições bancárias e intermediários de crédito em Portugal.

A subida das taxas de juro nos empréstimos da casa tem sido uma preocupação das famílias e dos países. Tanto que o Governo português aprovou um diploma que permite renegociar os créditos habitação de taxa variável, segundo determinados critérios, para mitigar os efeitos destes aumentos. Até porque tudo indica que os juros vão continuar a aumentar. As previsões económicas da Comissão Europeia abrem, aliás, a porta a novas subidas dos juros diretores pelo Banco Central Europeu (BCE), que depois se refletem na Euribor.

Isto porque o executivo comunitário estima novos máximos históricos da inflação para 2022, com os preços na Zona Euro a subirem 8,5% e na na União Europeia (UE) 9,3%, revelou na sexta-feira. Em Portugal, a CE estima que a inflação se fixe nos 8% no final do ano, uma estimativa mais pessimista do que a do Governo (7,4%). Se estas previsões se confirmarem, o regulador europeu fará de tudo para baixar a inflação, o que implica novas subidas das taxas de juro diretoras - que já foram, aliás, anunciadas pelo guardião do euro como medida de política monetária para travar a inflação. De julho até outubro, o BCE já subiu estes juros em 200 pontos base, colocando a taxa de refinanciamento nos 2%. E, em resultado, a Euribor continua a subir a todo o vapor, agravando as prestações da casa de quem tem empréstimos de taxa variável.
Euribor a 3 e a 6 meses está mais atrativa: porquê?

É certo que as taxas Euribor estão a subir para todos os prazos desde o início do ano, em reação aos aumentos da taxa de juro diretora pelo BCE. Mas nem todas evoluem à mesma velocidade, sendo a Euribor a 12 meses a que está a aumentar a um ritmo mais rápido, tendo atingido a média de 2,629% em outubro. A Euribor a 6 meses e a 3 meses continuam, para já, em níveis inferiores, tendo-se fixado em 1,997% e 1,428%, respetivamente.

Isto significa que quem contratar um crédito habitação de taxa variável com a Euribor a 12 meses vai pagar mais juros do que nos outros prazos, muito embora a prestação da casa só seja revista anualmente. Este cenário leva a que as famílias e os próprios bancos comecem a olhar com atenção para as outras opções, como a taxa variável com a Euribor a 3 ou a 6 meses.

É isso mesmo que confirma Miguel Cabrita, responsável pelo idealista/créditohabitação em Portugal: “Vários bancos estão a começar a alterar o indexante utilizado para Euribor a 3 meses ou 6 meses, em detrimento da Euribor a 12 meses. Se numa fase inicial a prestação da casa é mais baixa para empréstimos com taxas Euribor a 3 e 6 meses, estes também refletem mais depressa o aumento de taxa, já que são revistos em menos tempo”, trimestral e semestralmente, explica o responsável.

Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) também mostram que a Euribor a 6 meses está a ganhar terreno. Nos novos contratos de crédito habitação concedidos em setembro – que, juntos, somaram 1.338 milhões de euros – cerca de 42% do montante utilizou a Euribor revista em cada seis meses. Este é um valor 14 pontos percentuais superior à percentagem da Euribor a 6 meses existente no stock de empréstimos habitação que estava "vivo" no final de setembro (28%).

Já a Euribor a 3 meses tem sido a taxa menos utilizada nas novas operações de empréstimo da casa, representando apenas 5% do montante concedido em setembro. No total de stock de créditos habitação, esta taxa representava 22% do montante, refere o BdP.

Apesar de já se estar a sentir uma mudança na estratégia dos bancos e no apetite das famílias, a Euribor a 12 meses continua a ser a taxa mais contratada. De acordo com os mesmos dados, cerca de 45% do montante dos novos contratos usaram esta taxa revista anualmente. E no stock total de empréstimos habitação representa 43% do montante, sendo este o “indexante mais comum”, refere o regulador liderado por Mário Centeno na mesma publicação.

 

Fonte: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2022/11/11/54860-credito-habitacao-familias-apostam-na-euribor-a-6-meses-e-taxa-fixa a 02-11-2022

HabitarInBasto está licenciada pelo IMPIC,I.P. para o desenvolvimento da atividade de mediação imobiliária - AMI 14242.

A HabitarInBasto está registada, no Banco de Portugal, como intermediário de crédito vinculado, sob o nº 6655. Proteja o seu investimento!

 

Quer vender,comprar ou arrendar um imóvel »  Contacte-nos »